March 26, 2020

O mínimo que você precisa saber (e fazer) pra vender pela internet em tempos de quarentena

O mínimo que você precisa saber (e fazer) pra vender pela internet em tempos de quarentena

Quarentena! E as autoridades públicas não se entendem sobre quanto tempo o confinamento da população vai se prolongar. Entre os milhões de brasileiros trancados em casa estão comerciantes e micro e pequenos empresários em geral que estão impedidos por de abrir as portas.

E sem porta aberta, nada de vendas. Sem vendas, não entra dinheiro. E sem dinheiro, a morte de centenas de milhares de CNPJs está decretada.

Menos pra quem já vende pela internet.

Se existe “copo meio cheio” nessa história toda, é o fato de que, finalmente, empresas brasileiras de todos os portes se atentaram para a importância de estar na internet. E você não precisa ter um mega e-comerce pra isso.

Você, empresário de qualquer setor e de qualquer tamanho, pode começar hoje mesmo a sua corrida para a retomada das vendas usando a internet, sem expor o seu cliente a riscos de contaminação e – principalmente – sem contrariar os decretos dos homens públicos eleitos e preocupados com a reeleição.

A Agência Centro Oeste quer ajudar.

Neste texto vamos apresentar, em três passos muito simples, como tirar sua empresa do offline total e começar a usar a internet para efetivar vendas ainda hoje. Lembrando que as dicas a seguir podem não ser possíveis a todos os casos, de acordo com a variação do rigor da quarentena de cidade para cidade, de estado para estado.

Mas o que é “estar na internet”?

1º passo: entender a definição de “estar na internet”

É importante. E é o primeiro passo para se começar a vender online. Sem esse entendimento você corre o risco de investir errado e, convenhamos, não é hora de errar.

Muitos empresários acham que estar na internet é ter um site, ter um blog, uma loja online ou as redes sociais aleatoriamente abastecidas. E acham que, pra ter tudo isso, é preciso ser uma empresa de maior porte.

Na verdade, estar na internet é ter uma comunidade de seguidores e ter um relacionamento estabelecido com esses seguidores. Se você tem um arsenal de tecnologia e redes sociais minuciosamente atualizadas, mas não tem um diálogo consolidado com seus seguidores, lamentamos lhe informar: você não está na internet.

O entendimento sobre o que é “estar na internet” é a base para os dois passos seguintes!

2° passo: Faça um check list da sua estrutura online

Com mais tempo a gente volta aqui para falar do “padrão ouro” de estrutura online: site, blog, e-comerce, redes sociais, e-mail marketing e lista de transmissão.

Não é o caso, não temos esse tempo. Precisamos todos começar a vender pela internet pra ontem. Certo?

Confira sua estrutura online e a efetividade dessa estrutura. Se você vende no balcão, por exemplo e tem um site, esse site vai ser pouco ou nada útil. Você precisa priorizar as ferramentas mais rápidas e assertivas, tanto para você quanto para o cliente.

Esqueça o “padrão ouro”. Agora é hora do feijão com arroz: Facebook (muito efetivo para a clientela que tem 45 anos ou mais), Instagram (poderoso entre os usuários que tem menos de 40 anos) e WhatsApp (popular de 8 a 80 anos).

Garanta esses três canais funcionando perfeitamente.

E por “funcionando perfeitamente” entenda-se “publicando conteúdo que induza os seguidores a reagir”.

Poste um sorteio, peça para as pessoas marcarem seus amigos. Faça seguidos impulsionamentos de postagens diferentes com valores baixos (até R$ 20) e ofereça benefícios aos clientes que chamarem e adicionarem você no WhatsApp.

Ah, a sua empresa não tem um número de WhatsApp só dela? Parabéns! Você acabou de perder seu WhatsApp pessoal para a sua empresa. Tire aquela imagem do casal do perfil (que muita gente usa erroneamente, mas que não é relevante discutir agora) e coloque a logomarca da sua empresa. Deixe claro que, a partir de agora, quem chamar ali vai estar conversando com a sua empresa. Ainda que seja você respondendo.

Com a trinca funcionando (Facebook, Instagram e WhatsApp) o seu desafio agora é fazer com que seus clientes te chamem no WhatsApp, que é o canal por onde você vai enviar conteúdo e converter vendas. Ali não tem curioso, não tem concorrente, não tem mais ninguém: é você, direto no bolso do seu cliente.

Não sabe como fazer isso? Uma dica: poste nas redes sociais uma promoção surpresa só para quem tiver adicionado a sua empresa no WhatsApp. E – por misericórdia – execute essa promoção. Nada de anunciar e não fazer. Não é hora de melindrar cliente!

3 ° passo – Determine a sua estratégia de contato e abra as negociações

Essa é a hora em que você responde, com precisão, à seguinte pergunta: para quem eu vendo? Delimite sua clientela fixa e potenciais clientes e, de acordo com a sua logística de vendas, trace sua estratégia

Se suas vendas são regionais, você provavelmente já tem algum sistema de entrega e junto com esse sistema de entrega, já deve ter um canal de tomada de pedidos, seja por telefone, e-mail, ou afins.

Se você está nessa situação, mas não tem esse canal sistematizado, crie esses canais com urgência. Você gosta das vendas presenciais? Que pena! Nós também gostamos! Mas elas não são possíveis na atual conjuntura. E isso não significa que seu cliente não precise mais de você!

Pastas, papéis, portfólio, folders... todo o aparato que você costuma levar como material de apoio deve ser convertido em PDF (preferencialmente, mas pode ser qualquer outro arquivo de imagem). Se você liga, manda e-mails ou manda mensagens para os seus clientes para agendar essas reuniões presenciais, você tem os contatos deles armazenados.

Organize esses clientes em listas de transmissão – recomendamos o WhatsApp porque é mais imediatista e é mais parecido com as vendas presenciais do que um e-mail – e dispare uma mensagem lembrando a todos que você ainda está lá, à disposição deles!

Feito isso, espere pelo menos 30 minutos e confira os envios para ver quem abriu as mensagens. Envie seu material de apoio para aqueles que abriram as mensagens e abra os diálogos de negociação.

Se suas vendas são no balcão – ou seja, você precisa que o cliente vá até você – estamos na torcida para que você já tenha armazenado, de alguma forma, os contatos desses clientes. Você está de portas fechadas, mas seu estoque continua aí, sua equipe contínua aí.

Faça o mesmo procedimento descrito acima: separe os contatos de clientes por categoria, crie material de apoio em PDF ou qualquer arquivo de imagem, e dispare. Neste disparo, você tem que ter uma “call to action”, ou seja, uma chamada para a ação, alguma coisa que induza o receptor da mensagem a tomar uma atitude.

Vamos a um exemplo prático? Você vende ração de cachorro e como está há muito tempo de portas fechadas, vai conseguir um preço muito bom em uma determinada marca. Catalogue os clientes que têm cães (já pensou, que gafe, oferecer ração de cachorro pra quem tem gato?), envie seu arquivo de imagem com um texto provocativo: “Este valor é só para essa semana! Responda essa mensagem e garanta o seu”.

Pronto! Você incentivou o cliente a responder a mensagem e deu início ao diálogo de negociação.

Se você vende serviços e pode ir até as pessoas, você vai usar o mesmo procedimento para agendar as suas visitas:

1 – catalogar clientes

2 – criar material de apoio em arquivos de imagem

3 – enviar listas de transmissões com calls to action

Como você vai estar na casa dos clientes, tenha o cuidado de deixar claro, na mensagem, que sua empresa está tomando todos os procedimentos de segurança e higiene necessários. Ofereça-se para uma visita!

Se você vende serviços e precisa que os clientes vão até você (não dá pra levar uma oficina mecânica até a garagem do cliente, por exemplo), você precisa agendar essas visitas! Mesma coisa:

1 – catalogar clientes

2 – criar material de apoio em arquivos de imagem

3 – enviar listas de transmissões com calls to action

Neste caso, muitos clientes podem simplesmente não estar precisando dos seus serviços neste momento. Mesmo usando as calls to actions, sua mensagem tem que ter, como prioridade, informar o cliente que você continua à disposição mesmo na quarentena e que, pra que ele seja atendido, basta entrar em contato e agendar o serviço.

Se você é um estabelecimento alimentício e tem delivery, faça parte dos aplicativos de delivery da sua cidade. Sua cidade não tem i-food, nem qualquer outro sistema? Você vai ter que criar seu próprio canal de pedidos. Não, não é difícil. Leu as dicas acima? É a mesma coisa:

1 – catalogar clientes

2 – criar material de apoio em arquivos de imagem

3 – enviar listas de transmissões com calls to action

Dica extra: envie conteúdo com fotos de comida na hora da fome. Um lanche suculento pode não surtir, às 15h horas (quando o cliente almoçou há pouco tempo) o mesmo efeito que ele vai surtir às 18h (quando ele já está pensando no que vai jantar). Da mesma forma que convidar seu cliente a encomendar o almoço às 8h da manhã não é nada inteligente, mas às 11h é quase certeza de conversão de vendas.

Ah, você não tem delivery? Então tenha um delivery. A internet é uma ferramenta mágica, mas ainda não é milagrosa! Não dá pra enviar comida por WhatsApp ou e-mail.

E pronto! Está criada sua estrutura arroz-com-feijão para a conversão de vendas pela internet. Partiu vender? Vai conseguir colocar essas em prática? Em caso de dúvida, ou se você tiver alguma situação que não se encaixe nos casos que citamos, clique aqui para falar com a nossa equipe por WhatsApp! Vamos ajudar você a resolver. E vamos fazer de tudo para que seja sem custo. Conte conosco!